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DIA DA CRIANÇA AFRICANA - SALÃO NOBRE ACOLHE MESA REDONDA SOBRE MUTILAÇÃO GENITAL INFANTIL

Assinalou-se a 16 de junho, o Dia da Criança Africana, para destacar a data e cumprindo a Missão na proteção e prevenção a qualquer forma de violência contra as crianças e os adolescentes, o ICCA - Delegação do Sal e a Alta Autoridade para Imigração (AAI), promoveram no Salão Nobre dos Paços do Concelho, uma mesa-redonda sobre Mutilação Genital Infantil, subordinada ao tema, “ação para fortalecer a prevenção e o combate”.


O evento reuniu todos os serviços do Sistema de Proteção, visando a união de esforços para fortalecer ações de prevenção e combate a estas práticas nefastas contra as crianças no nosso arquipélago.


A Câmara Municipal do Sal, como parceira, esteve representada pela Vereadora da Educação, Maria João Brito e a Vereadora do Pelouro do Empoderamento da mulher, Viviana Mendes que fazendo uso da palavra, contribuíram com sugestões pertinentes no que tange ao investimento em ações de capacitação a nível de educação e empoderamento feminino, de forma a dar resposta a esta problemática na ilha do Sal.    


Tendo em conta que o Dia da Criança Africana foi instituído para refletir sobre os desafios que as crianças enfrentam em todo o continente e no mundo, a delegada do ICCA no Sal, Queila soares sublinhou a pertinência de se refletir sobre a prática da mutilação genital que tem sido um risco sentido em Cabo Verde, sobretudo no Sal sendo uma ilha que acolhe uma grande comunidade africana.


“É uma problemática que temos de ter muito cuidado em abordar, pois implica idealismos e crenças culturais de um povo que foi criado e educado à base dessa prática” sublinhou.

Contudo, Queila Soares realçou que é necessário agir na conscientização sobre os riscos e o perigo que a mutilação genital traz às suas crianças e às mulheres, afetando a sua saúde, identidade e autonomia sexual.


Nademira Silva, técnica da AAI no Sal, destacou a importância de se trabalhar em parceria com outras instituições, no sentido de passar informações sobre imigração em Cabo Verde, para evitar a generalização e o preconceito.


“Porque nem todos os imigrantes têm o hábito de realizar essa prática. A Alta Autoridade enquadrada na sua missão, que é coordenar e implementar políticas e medidas que visam a boa integração dos imigrantes em Cabo Verde e a sua permanência, têm desenvolvido medidas e atividades com base em dar informação e sensibilização sobre a temática, tanto para os imigrantes, como para a sociedade, sublinhou. 


A nível mundial, a Organização Mundial de Saúde aponta para que cerca de 3 milhões de mulheres e crianças corram o risco de mutilação, todos os anos – aproximadamente 8.000 por dia. Apesar das diferenças culturais, cerca de 80% dos imigrantes em Cabo Verde sentem-se bem integrados com a cultura do nosso país e recetíveis a diálogo sobre a problemática da mutilação genital, segundo dados de inquéritos.

 

 

 

 

 

 
 
 

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