𝟳ª 𝗘𝗱𝗶çã𝗼 𝗱𝗼 𝗙𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹 𝗟𝗶𝘁𝗲𝗿𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗼: 𝗜𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗼 𝗦𝗮𝗹 𝗰𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮 𝗮 𝗽𝗮𝗹𝗮𝘃𝗿𝗮 𝗲 𝗼𝘀 𝟱𝟬 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗮𝘀 𝗶𝗻𝗱𝗲𝗽𝗲𝗻𝗱ê𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀 𝗮𝗳𝗿𝗶𝗰𝗮𝗻𝗮𝘀
- Sonia Graça
- 30 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

O Festival de Literatura Mundo do Sal arrancou, na tarde desta quinta-feira, 26 de junho, na cidade de Santa Maria, com uma cerimónia marcada por fortes reflexões em torno da literatura como instrumento de libertação, identidade e projeção cultural. A abertura da 7ª edição contou com as intervenções de Filinto Elísio, representante da Rosa de Porcelana Editora, entidade organizadora do evento, e do Presidente da Câmara Municipal do Sal, Dr. Júlio Lopes, ambos destacando o impacto crescente do festival na ilha e em Cabo Verde.
Filinto Elísio enalteceu o simbolismo da edição deste ano, que homenageia os 50 anos das independências de Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe. “Este é um momento glorioso da nossa história. O festival, este ano, presta tributo a esses marcos, através da literatura, celebrando as gerações literárias que contribuíram com a sua arte para a luta de libertação e para o sonho de liberdade que hoje vivemos”, afirmou o escritor, realçando que a escolha do tema está ancorada num olhar histórico, mas também numa abordagem crítica sobre o papel da literatura enquanto ferramenta de transformação.
Ainda segundo Elísio, a aproximação do festival às escolas locais tem sido uma conquista estratégica. “Desde a primeira edição vimos no público jovem o nosso maior desafio e hoje já vemos estudantes a participar ativamente, a propor ideias, a dialogar com escritores consagrados, a estudar e a refletir sobre os temas e os autores. Estamos a formar leitores críticos, a plantar o futuro da literatura cabo-verdiana”, destacou.
O representante da Rosa de Porcelana aproveitou para anunciar novidades em torno do Prémio Literário Lanna, considerado o mais importante do país. “Apesar de algumas mudanças estruturais e institucionais, queremos anunciar ainda durante o festival o próximo edital, desta vez dedicado à poesia. O nosso objetivo é assegurar a continuidade do prémio, criar uma dinâmica sólida e garantir longevidade, algo raro entre os prémios literários em Cabo Verde. O Sal é parceiro essencial nesta missão”, frisou.
Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal do Sal, Dr. Júlio Lopes, sublinhou o papel do festival enquanto catalisador de talentos locais e agente de transformação cultural. “Já estamos na 7ª edição e notamos um crescimento evidente, não só em qualidade e participação, mas também no envolvimento da juventude salense, que já escreve poesia e prosa influenciada pelo festival. Isto prova o seu impacto multiplicador”, afirmou.
O edil reforçou ainda a importância estratégica do evento para o posicionamento do município do Sal como destino cultural e literário. “A cultura é a via mais nobre para projetarmos Cabo Verde e o Sal. O festival traz escritores e académicos internacionais que, ao regressarem aos seus países, levam consigo a experiência da nossa ilha. Estamos a fazer da literatura uma ponte para o turismo cultural e para o reconhecimento da nossa identidade”, concluiu, reiterando o apoio institucional da Câmara Municipal ao festival e à Rosa de Porcelana.
O Festival Literatura-Mundo do Sal prossegue com mesas de debate, apresentações literárias, encontros com escolas e intervenções de escritores nacionais e estrangeiros, reforçando o seu papel como uma das principais plataformas literárias do arquipélago e símbolo da diversidade cultural da lusofonia.





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