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𝟴ª 𝗘𝗗𝗜ÇÃ𝗢 | 𝗙𝗘𝗦𝗧𝗜𝗩𝗔𝗟 𝗟𝗜𝗧𝗘𝗥𝗔𝗧𝗨𝗥𝗔 𝗠𝗨𝗡𝗗𝗢 𝗗𝗢 𝗦𝗔𝗟 𝗥𝗘𝗙𝗢𝗥Ç𝗔 𝗔 𝗗𝗜𝗠𝗘𝗡𝗦Ã𝗢 𝗜𝗡𝗧𝗘𝗥𝗡𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗟 𝗗𝗔 𝗟𝗜𝗧𝗘𝗥𝗔𝗧𝗨𝗥𝗔 𝗖𝗔𝗕𝗢-𝗩𝗘𝗥𝗗𝗜𝗔𝗡𝗔




A oitava edição do Festival Literatura Mundo do Sal (FLMSal) teve início na sexta-feira, na ilha do Sal, cidade de Santa Maria, reafirmando a sua vocação para promover a internacionalização da literatura cabo-verdiana e fortalecer o diálogo cultural entre os países do espaço atlântico.


A cerimónia de abertura contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal do Sal, Dr. Júlio Lopes, da Vereadora para a Educação, Maria João Brito, e da Vereadora para a Cultura, Viviana Mendes, bem como de escritores, investigadores, representantes institucionais, convidados nacionais e internacionais e alunos do CEMAM, da EBSOM e do Colégio Letrinhas. O momento ficou marcado pela celebração da cultura como um instrumento de aproximação entre os povos e de fortalecimento do diálogo e da cooperação através da literatura.


Na sua intervenção, o curador do festival, Filinto Elísio, recordou a origem do projeto e destacou o papel determinante do presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, na concretização da iniciativa. Segundo explicou, quando o projeto foi apresentado (2017), a intenção era criar um festival de literatura com dimensão global, capaz de acontecer em qualquer parte do mundo. No entanto, foi o Dr.Júlio Lopes quem defendeu que este deveria nascer e afirmar-se na ilha do Sal.


Filinto Elísio sublinhou que o FLMSal ultrapassa fronteiras geográficas e linguísticas, assumindo-se como um espaço de encontro entre diferentes culturas, ideias e sensibilidades. Para o curador, o festival pretende "alargar o terreiro" da literatura, promovendo um ambiente de diálogo, memória e construção do futuro.


Num dos momentos mais marcantes da cerimónia, Filinto Elísio agradeceu publicamente ao presidente da Câmara Municipal do Sal pela confiança depositada desde a primeira edição, enaltecendo a sua visão e ousadia na aposta na cultura. O curador destacou que Júlio Lopes assumiu o festival como um projeto estruturante para a ilha, apoiando-o desde a sua criação e contribuindo para a sua consolidação ao longo dos últimos oito anos.

Filinto Elísio afirmou ainda que esta oitava edição representa a consolidação de um projeto iniciado em 2017, que colocou a ilha do Sal nos circuitos literários nacionais e internacionais. Acrescentou que o festival continua a expandir a sua presença além-fronteiras, depois das extensões realizadas no Brasil, Itália, França e Portugal, estando previstas novas iniciativas em Angola e no Senegal.


Também presente na abertura, a leitora do Instituto Guimarães Rosa do Brasil, Carina Gomes, classificou o FLMSal como um dos mais importantes encontros literários de Cabo Verde. Destacou os profundos laços históricos e culturais entre Cabo Verde e o Brasil, unidos pela língua portuguesa, pela literatura, pela música e pela educação, considerando simbólica a escolha dos homenageados desta edição.


Este ano, o festival presta homenagem a Nha Nácia Gomi, referência maior da tradição oral e do cancioneiro cabo-verdiano, e ao poeta brasileiro Manoel de Barros, reconhecido internacionalmente pela sua obra inspirada na paisagem do Pantanal.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, reafirmou o compromisso da autarquia em continuar a investir em iniciativas culturais que contribuam para posicionar a ilha como uma referência nacional e internacional no panorama literário e artístico.


Sob o lema "Poéticas da Terra", o Festival Literatura Mundo Sal prossegue nos próximos dias com um vasto programa que inclui debates, conferências, apresentações de livros e encontros entre autores e leitores, reforçando o papel da ilha do Sal como palco privilegiado da criação, reflexão e intercâmbio cultural.

É de realçar que a Câmara Municipal do Sal manifesta o seu profundo agradecimento ao Hotel Belorizonte e ao Grupo Oasis, que, ao longo das várias edições, têm sido dos principais patrocinadores do Festival Literatura Mundo do Sal.


 
 
 

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